Balanço Cultural de Dezembro

Vou tentar começar um hábito saudável que vi em alguns blogs, de realizar um balanço cultural do mês. Este mês foi bem fraco, o placar é:

  • 2 livros
  • 5 filmes

Comecei lendo o Modular Java: Creating Flexible Applications with Osgi and Spring (Pragmatic Programmers), um livro sobre modularização de aplicações usando o framework OSGi. Achei o livro muito bom, tem muitas dicas práticas, ensina as vantagens do modelo e não é um livro feito para a propaganda de algum grande player da área, como o Spring DM ou o framework Equinox. Mostra todas as opções e como migrar de uma implementação para outra. Comecei a trabalhar em um dos meus projetos no sentido de testar estas idéias, já que sou muito traumatizado com o peso de soluções usando servidores JEE e a muito tempo trabalho somente com técnicas e frameworks que me permitam mais agilidade e testabilidade.

Li também, aliás, muito rapidamente já que a leitura é muito fácil, o livro The Passionate Programmer: Creating a Remarkable Career in Software Development (Pragmatic Life), que faz parte da coleção Pragmatic Bookshelf, a qual tem como livro mais famoso o excelente The Pragmatic Programmer: From Journeyman to Master. Este livro é quase um livro de auto-ajuda para programadores, pessoas com um viés técnico que perderam a fé em sua profissão. Eu particularmente não gosto de livros de auto-ajuda, normalmente a única pessoa a quem eles ajudam são seus próprios autores, mas este em particular chamou minha atenção logo de cara. Talvez por ser um período de reflexão coletiva, ou por eu particularmente estar no meu momento de reflexão, este livro traz algumas obviedades que são boas de se ouvir da boca de outros, e algumas outras coisas não tão óbvias. Faz o leitor refletir sobre sua carreira, suas decisões quanto a ela, e quais os caminhos a seguir caso se deseje uma carreira fantástica fazendo o que gosta, e não somente trazer o arroz com feijão para a mesa todos os dias. Recomendo!

Partindo para os filmes, alguns bons e outros nem tanto. Finalmente, e depois de todo mundo, assisti Transformers: Revenge of the Fallen. Muito bom! Para aqueles saudosistas que como eu, cresceram assistindo aos desenhos, um presentão, pancadaria robótica de excelente qualidade, excelentes efeitos, tudo de bom. A história é meio fraquinha, bem batida mesmo, mas e daí? É pipoca e diversão na certa pra quem gosta do estilo. Tem inclusive uma cena com um conjunto de robôs pequenos se unindo para criar um robô maior e mais complexo, que tem tudo a ver com as matérias que tenho visto no mestrado, em inteligência de enxame e robótica coletiva. Dêem uma olhada neste vídeo e nos demais associados e vão ver o que estou falando.

Assisti este mês também o filme Solaris, uma ficção científica protagonizada por, pasme, George Clooney. Sinceramente, meus sentimentos para com este filme ficaram meio confusos. O roteiro é bom, mas dá a impressão que poderia ser melhor explorado. Tem um quê de Gattaca, um filme que gosto muito, no sentido de que é um filme de ficção sem um grande orçamento para efeitos especiais, e então se concentra na história. E tem bastante de Sphere, outro filme que gosto bastante, em relação ao roteiro. Mas George Clooney não convenceu numa ficção, é melhor que continue como médico em E.R. ou em outros tantos filmes de ação que fez. Ponha no final da sua lista.

Assisti também Yes Man, e só confirmou minhas impressões anteriores, prefiro Jim Carrey fazendo comédias onde não tenha que fazer caretas. Filminho bom, mas fraquinho, prefiro Bruce Almighty ou Me, Myself & Irene dos cômicos de Jim, ou a obra de arte  Eternal Sunshine of the Spotless Mind, que é do Jim, mas explora sua veia dramática. Se estiver na locadora e não tiver nada melhor, pode pegar que rende umas risadas.

Fui com alguns sobrinhos assistir o Avatar, sem grandes expectativas, achando até mesmo que seria um filme/desenho meio infantil. Que engano. Efeitos visuais incríveis, roteiro empolgante, soberbo! Aliás, os efeitos visuais merecem comentários a parte… Conseguiram fazer com que toda uma fauna e flora fosse coesa, com elementos anatômicos semelhantes entre as criaturas superiores (afinal de contas, todo cordado tem o corpo simétrico, tem mesmo número de olhos, pulmões, membros superioes e inferiores, etc…) e as espressões dos personagens, caramba, sempre ficava a dúvida se era computação gráfica ou atores maquiados. Ainda preciso pesquisar qual a técnica usada. Se ainda não viu, corra! Mas tente ver numa destas salas 3D, infelizmente não fui numa destas, mas imagino que a experiência deve ser muito mais rica.

E finalmente, The Boy in the Striped Pyjamas, muito bom, pode assistir sem medo, mas esperava algo… sei lá, a mais. Mais um drama envolvendo a segunda guerra mundial, só que agora envolvendo crianças, que que torna ainda mais triste, e tal. Senti que tentaram arrancar algumas lágrimas, mas não funcionou comigo. Quer um drama envolvendo crianças na segunda guerra, que seja surpreendente tanto no roteiro quanto no visual? Assista El laberinto del fauno, mais um filme excelente do diretor Guillermo del Toro.

Tentei assistir também Disaster Movie, mas não consegui, parei nos primeiros 15 min. de filme. Fiquei com medo que alguém visse que eu estava assistindo aquilo. Fique longe desse título, nem se for o que sobrou na locadora, deve matar alguns neurônios no processo. Que filme ruim! Do tipo pastelão, sem sentido e sem graça.

Até o próximo mês!

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Posted Wednesday, December 30th, 2009 under Cultura e Diversão.

2 comments

  1. Cara, tirando o Disaster Movie, contei 5 filmes ai hahaha.

  2. Hahaha! Tem toda razão! Eu escrevi o post e antes da virada do mês assisti o filme Avatar, mas só pude atualizar um tempo depois. Adicionei o texto mas não incrementei o contador! Agora deve estar corrigido, valeu!

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